Sai de casa pra não ficar em casa
Pensamentos tem asa
Sentimentos em brasa
E não tem nada o que faça
A água de um banho quente
Nesse frio de gente
Não deixa e nunca deixou a gente
Contente
Mas a vida é pra frente
E no próximo horizonte agente se entende
Ou na próxima esquina agente se perde
Pra sempre.
quarta-feira, 20 de julho de 2016
domingo, 26 de junho de 2016
Das grandezas que carregamos no brilho dos olhos e do adeus que eu não queria dizer
Hoje Curitiba amanheceu mais triste
Mas com muita vontade de vida
Um tanto de não queria isso
Mas uma menos dolorosa despedida
Como pode ser, se é tanta certeza que a
gente tem
Mas o dia nublado, o adeus que eu não falo
Ninguém quer pra ninguém
Hoje Curitiba amanheceu mais triste
Mas a força de quem fica é a certeza dos
abraços dados
Que pesam toneladas de solidariedade
E entre a dor e a saudade,
Um gole de cerveja e uma risada afoita,
Fica a nossa caminhada
E a luta insana pela felicidade.
A palavra do dia é saudade
Mas queria que ficasse pra mais um café
Mas contra a grande e dura certeza da vida
Ninguém sabe dizer como é.
sexta-feira, 10 de junho de 2016
Talvez
Talvez eu seria um desses
exagerados
Famigerados,
Isuportáveis,
Mas suportado.
Mas, antes isso tudo
Que a cópia estapafúrdia
de uma sorriso mal feito e
calado.
terça-feira, 7 de junho de 2016
O dia em que um sorriso o presenteou com um desassossego
Afim de
Territoriar lugares dantes desconhecidos
Desterritorializou
parte de seu próprio peito
Levava no
sonho um desejo tão grande
de conhecer
as coisas e pedaços de si
Que a cada
mergulho dado no mar da vida
Trazia o
conhecimento de novos cheiros
E deixava
pra trás pontos outrora conhecidos corriqueiros
Deixava
sorrisos e incógnitas
Agora
Atraia
histórias estranhas
Que eram
entrelaças às tuas próprias
E a
existência ia assim virando uma colcha de retalhos
Com pedaços
de chita, abraços, lugares e músicas
Costurados
com curiosidades e um quê de um amor tímido
Que em nada
se parecia com aqueles que ele bem conhecia
Desses bem
ariscos que nem se conhece bem e provoca
Um
desconhecimento ínfimo do tamanho de uma crise
O dilema não
era o “nada ter”
Mas o saber
lidar com aquilo que tinha
E com aquilo
que queria ter
Pois entre o
“ser e o não ser” e ser o que se era
Tinha o doce
sabor da própria existência
E o estranho
estado tímido de querer aquela primavera
Atraente
como frases de Kundera, apresentada pelo tal sorriso ínfimo
Que invadiu
seu estado onírico, mas na hora de explodir foi mínimo
Afim de
Territoriar lugares dantes desconhecidos
Desterritorializou
parte de seu peito
Levava no
sonho um desejo tão grande
De conhecer
as coisas e pedaços de si
Que a cada
mergulho dado no mar da vida
Trazia o
conhecimento de novos cheiros
E busca
retomar o ponto do timbre de uma gargalhada tônica
Pouco
experimentada, mas outrora conhecida.
(06/06/2016)
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