Afim de
Territoriar lugares dantes desconhecidos
Desterritorializou
parte de seu próprio peito
Levava no
sonho um desejo tão grande
de conhecer
as coisas e pedaços de si
Que a cada
mergulho dado no mar da vida
Trazia o
conhecimento de novos cheiros
E deixava
pra trás pontos outrora conhecidos corriqueiros
Deixava
sorrisos e incógnitas
Agora
Atraia
histórias estranhas
Que eram
entrelaças às tuas próprias
E a
existência ia assim virando uma colcha de retalhos
Com pedaços
de chita, abraços, lugares e músicas
Costurados
com curiosidades e um quê de um amor tímido
Que em nada
se parecia com aqueles que ele bem conhecia
Desses bem
ariscos que nem se conhece bem e provoca
Um
desconhecimento ínfimo do tamanho de uma crise
O dilema não
era o “nada ter”
Mas o saber
lidar com aquilo que tinha
E com aquilo
que queria ter
Pois entre o
“ser e o não ser” e ser o que se era
Tinha o doce
sabor da própria existência
E o estranho
estado tímido de querer aquela primavera
Atraente
como frases de Kundera, apresentada pelo tal sorriso ínfimo
Que invadiu
seu estado onírico, mas na hora de explodir foi mínimo
Afim de
Territoriar lugares dantes desconhecidos
Desterritorializou
parte de seu peito
Levava no
sonho um desejo tão grande
De conhecer
as coisas e pedaços de si
Que a cada
mergulho dado no mar da vida
Trazia o
conhecimento de novos cheiros
E busca
retomar o ponto do timbre de uma gargalhada tônica
Pouco
experimentada, mas outrora conhecida.
(06/06/2016)
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