terça-feira, 7 de junho de 2016

O dia em que um sorriso o presenteou com um desassossego

Afim de Territoriar lugares dantes desconhecidos
Desterritorializou parte de seu próprio peito
Levava no sonho um desejo tão grande
de conhecer as coisas e pedaços de si
Que a cada mergulho dado no mar da vida
Trazia o conhecimento de novos cheiros
E deixava pra trás pontos outrora conhecidos corriqueiros

Deixava sorrisos e incógnitas
Agora
Atraia histórias estranhas
Que eram entrelaças às tuas próprias
E a existência ia assim virando uma colcha de retalhos
Com pedaços de chita, abraços, lugares e músicas  
Costurados com curiosidades e um quê de um amor tímido
Que em nada se parecia com aqueles que ele bem conhecia
Desses bem ariscos que nem se conhece bem e provoca
Um desconhecimento ínfimo do tamanho de uma crise

O dilema não era o “nada ter”
Mas o saber lidar com aquilo que tinha
E com aquilo que queria ter
Pois entre o “ser e o não ser” e ser o que se era
Tinha o doce sabor da própria existência
E o estranho estado tímido de querer aquela primavera
Atraente como frases de Kundera, apresentada pelo tal sorriso ínfimo
Que invadiu seu estado onírico, mas na hora de explodir foi mínimo

Afim de Territoriar lugares dantes desconhecidos
Desterritorializou parte de seu peito
Levava no sonho um desejo tão grande
De conhecer as coisas e pedaços de si
Que a cada mergulho dado no mar da vida
Trazia o conhecimento de novos cheiros
E busca retomar o ponto do timbre de uma gargalhada tônica
Pouco experimentada, mas outrora conhecida.

(06/06/2016)

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