domingo, 26 de junho de 2016

Das grandezas que carregamos no brilho dos olhos e do adeus que eu não queria dizer

Hoje Curitiba amanheceu mais triste
Mas com muita vontade de vida
Um tanto de não queria isso
Mas uma menos dolorosa despedida

Como pode ser, se é tanta certeza que a gente tem
Mas o dia nublado, o adeus que eu não falo
Ninguém quer pra ninguém

Hoje Curitiba amanheceu mais triste
Mas a força de quem fica é a certeza dos abraços dados
Que pesam toneladas de solidariedade
E entre a dor e a saudade,
Um gole de cerveja e uma risada afoita,
Fica a nossa caminhada
E a luta insana pela felicidade.

A palavra do dia é saudade
Mas queria que ficasse pra mais um café
Mas contra a grande e dura certeza da vida
Ninguém sabe dizer como é.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Talvez

Talvez eu seria um desses 
exagerados
Famigerados,
Isuportáveis,
Mas suportado.

Mas, antes isso tudo
Que a cópia estapafúrdia
de uma sorriso mal feito e

calado. 






terça-feira, 7 de junho de 2016

O dia em que um sorriso o presenteou com um desassossego

Afim de Territoriar lugares dantes desconhecidos
Desterritorializou parte de seu próprio peito
Levava no sonho um desejo tão grande
de conhecer as coisas e pedaços de si
Que a cada mergulho dado no mar da vida
Trazia o conhecimento de novos cheiros
E deixava pra trás pontos outrora conhecidos corriqueiros

Deixava sorrisos e incógnitas
Agora
Atraia histórias estranhas
Que eram entrelaças às tuas próprias
E a existência ia assim virando uma colcha de retalhos
Com pedaços de chita, abraços, lugares e músicas  
Costurados com curiosidades e um quê de um amor tímido
Que em nada se parecia com aqueles que ele bem conhecia
Desses bem ariscos que nem se conhece bem e provoca
Um desconhecimento ínfimo do tamanho de uma crise

O dilema não era o “nada ter”
Mas o saber lidar com aquilo que tinha
E com aquilo que queria ter
Pois entre o “ser e o não ser” e ser o que se era
Tinha o doce sabor da própria existência
E o estranho estado tímido de querer aquela primavera
Atraente como frases de Kundera, apresentada pelo tal sorriso ínfimo
Que invadiu seu estado onírico, mas na hora de explodir foi mínimo

Afim de Territoriar lugares dantes desconhecidos
Desterritorializou parte de seu peito
Levava no sonho um desejo tão grande
De conhecer as coisas e pedaços de si
Que a cada mergulho dado no mar da vida
Trazia o conhecimento de novos cheiros
E busca retomar o ponto do timbre de uma gargalhada tônica
Pouco experimentada, mas outrora conhecida.

(06/06/2016)